Na Bahia, aposentados e pensionistas representam um contingente de aproximadamente 970 mil beneficiários, de acordo com dados de dezembro de 2010 do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Este exército cresce a cada ano e, consequentemente, a média de vida do brasileiro. Conforme indicam as estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida ao nascer aumenta gradativamente: em 2008 era de 72,9 anos de idade e em 2009 alcançou 73,2 anos. Os dados apontam para a crescente demanda de idosos com relação à saúde e melhores condições de vida e, para isso, faz-se necessária a criação de um hospital de atendimento geriátrico.
O envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas é uma tendência cada vez mais visível, no entanto as políticas públicas para essa população ainda são incipientes. No ano passado, apresentei na câmara de vereadores o Projeto de Indicação n° 225/10 que propõe ao Executivo Estadual a construção de um hospital geriátrico que disponha de tratamento clínico, ambulatorial, psicológico, de emergência, assim como unidades de internamento para casos de idosos em situação de convalescença (até 30 dias), casos de reabilitação (até três meses) e cuidados ostensivos (para os que sofrem de males crônicos). Este projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da casa, publicado no Diário Oficial do Município e encaminhado à Governadoria, aguardando encaminhamento.
Estados brasileiros têm demonstrado interesse em efetivar uma política de melhoria do atendimento geriátrico, não somente em um tratamento diferenciado nos hospitais, mas na criação de locais que atendam especificamente essa população que, devido à idade avançada e o fato de pertencer a um segmento, reclama de cuidados especiais. Um destes exemplos é o estado de Curitiba, que deu o passo inicial para a construção do primeiro hospital geriátrico do país, o Hospital Municipal de Gerontologia. O que se mostra com estes aspectos é que Salvador necessita criar uma estrutura hospitalar própria para atendimento aos idosos.
Artigo publicado no dia 03 de agosto de 2011, na editoria Opinião do Jornal A Tarde.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Vereador Moisés Rocha aprova projeto que contempla grupos de samba
Nascido nas periferias de Salvador, o samba junino – manifestação popular que teve seu auge na década de 1980 e ocorre durante o período do São João – ao longo dos últimos anos tem ganhado notoriedade entre os gêneros da cena musical baiana. Uma das iniciativas de valorização dessa manifestação tramita no campo político, trata-se do Projeto de Indicação nº 147/2011 do Vereador Moisés Rocha, aprovado no último dia 08 de junho, que prevê a reedição e adequação do decreto n° 20.505/2009, que corresponde ao nível de emissão sonora do carnaval para que seja adequado e aplicado durante os festejos juninos.
O indicativo diz respeito à criação de condições para que os grupos de samba junino realizarem os ensaios, assim como desfiles, compreendidos entre o Santo Antônio, São João, São Pedro, Dois de Julho e a Volta da Cabocla. “O objetivo principal é que dessa forma possamos preservar e resgatar um patrimônio cultural e imaterial, expressão de resistência, tradição de décadas
da cultura popular em diversos bairros da cidade”, define o Vereador Moisés Rocha. Dessa forma o projeto garante a realização desses festejos, uma vez que evita a apreensão de equipamentos por parte da SUCOM, assim com a possibilidade de embargar, as festas.
A revitalização do samba junino proposta pelo Vereador no projeto de indicação já foi encaminhado para a Prefeitura, esperando apenas que o Prefeito João Henrique aprove e para que se dê início aos procedimentos de organização dos grupos de samba junino para realizarem a festa neste
ano.
História
Produto de algumas modificações consolidadas no samba a partir da década de 70, o movimento de samba junino tem sua gênese nas festas realizadas em alguns terreiros de candomblé da Bahia que tinham no samba uma das suas principais atrações. Com influências do samba de Angola, e de ritmos como a umbigada, o maxixe e o lundu, o gênero exerce um importante papel
social nas comunidades menos favorecidas da capital, como nos bairros de Engenho Velho de Brotas, Federação e Liberdade.
A extensão profana destas festas deu um caráter itinerante e introduziram nas comunidades da periferia soteropolitana uma nova dinâmica as festas juninas. Hoje dezenas de grupos enaltecem as inúmeras expressões deste movimento e abrilhantam as festas juninas nas comunidades de periferia de Salvador.
O indicativo diz respeito à criação de condições para que os grupos de samba junino realizarem os ensaios, assim como desfiles, compreendidos entre o Santo Antônio, São João, São Pedro, Dois de Julho e a Volta da Cabocla. “O objetivo principal é que dessa forma possamos preservar e resgatar um patrimônio cultural e imaterial, expressão de resistência, tradição de décadas
da cultura popular em diversos bairros da cidade”, define o Vereador Moisés Rocha. Dessa forma o projeto garante a realização desses festejos, uma vez que evita a apreensão de equipamentos por parte da SUCOM, assim com a possibilidade de embargar, as festas.
A revitalização do samba junino proposta pelo Vereador no projeto de indicação já foi encaminhado para a Prefeitura, esperando apenas que o Prefeito João Henrique aprove e para que se dê início aos procedimentos de organização dos grupos de samba junino para realizarem a festa neste
ano.
História
Produto de algumas modificações consolidadas no samba a partir da década de 70, o movimento de samba junino tem sua gênese nas festas realizadas em alguns terreiros de candomblé da Bahia que tinham no samba uma das suas principais atrações. Com influências do samba de Angola, e de ritmos como a umbigada, o maxixe e o lundu, o gênero exerce um importante papel
social nas comunidades menos favorecidas da capital, como nos bairros de Engenho Velho de Brotas, Federação e Liberdade.
A extensão profana destas festas deu um caráter itinerante e introduziram nas comunidades da periferia soteropolitana uma nova dinâmica as festas juninas. Hoje dezenas de grupos enaltecem as inúmeras expressões deste movimento e abrilhantam as festas juninas nas comunidades de periferia de Salvador.
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