quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Artigo: Hospital Geriátrico para a Bahia

Na Bahia, aposentados e pensionistas representam um contingente de aproximadamente 970 mil beneficiários, de acordo com dados de dezembro de 2010 do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Este exército cresce a cada ano e, consequentemente, a média de vida do brasileiro. Conforme indicam as estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida ao nascer aumenta gradativamente: em 2008 era de 72,9 anos de idade e em 2009 alcançou 73,2 anos. Os dados apontam para a crescente demanda de idosos com relação à saúde e melhores condições de vida e, para isso, faz-se necessária a criação de um hospital de atendimento geriátrico.

O envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas é uma tendência cada vez mais visível, no entanto as políticas públicas para essa população ainda são incipientes. No ano passado, apresentei na câmara de vereadores o Projeto de Indicação n° 225/10 que propõe ao Executivo Estadual a construção de um hospital geriátrico que disponha de tratamento clínico, ambulatorial, psicológico, de emergência, assim como unidades de internamento para casos de idosos em situação de convalescença (até 30 dias), casos de reabilitação (até três meses) e cuidados ostensivos (para os que sofrem de males crônicos). Este projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da casa, publicado no Diário Oficial do Município e encaminhado à Governadoria, aguardando encaminhamento.

Estados brasileiros têm demonstrado interesse em efetivar uma política de melhoria do atendimento geriátrico, não somente em um tratamento diferenciado nos hospitais, mas na criação de locais que atendam especificamente essa população que, devido à idade avançada e o fato de pertencer a um segmento, reclama de cuidados especiais. Um destes exemplos é o estado de Curitiba, que deu o passo inicial para a construção do primeiro hospital geriátrico do país, o Hospital Municipal de Gerontologia. O que se mostra com estes aspectos é que Salvador necessita criar uma estrutura hospitalar própria para atendimento aos idosos.


Artigo publicado no dia 03 de agosto de 2011, na editoria Opinião do Jornal A Tarde.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Vereador Moisés Rocha (PT) representou a Câmara Municipal de Salvador na sessão especial do Senado em homenagem ao Dois de Julho

A data mais importante do calendário cívico baiano – 02 de julho, dia da independência da Bahia - foi reverenciada na tarde da última terça-feira (05), em sessão especial no plenário do Senado, em Brasília. A sessão, requerida pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e subscrita pelos senadores Walter Pinheiro (PT-BA) e João Durval (PDT-BA), contou com a presença do governador e vice-governador do estado da Bahia, Jaques Wagner e Otto Alencar; dos ministros baianos Mario Negromonte (Cidades) e Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário); secretários estaduais; deputados baianos, além de representantes de instituições ligadas aos movimentos sociais. Representando a Câmara Municipal de Salvador, o vereador Moisés Rocha (PT) esteve presente na homenagem.

“A sessão foi uma importante iniciativa para que possamos reconhecer a data que é referência para o povo baiano como uma data de prestígio nacional. Dada a sua importância, esta data magna deve voltar a nomear o nosso aeroporto. Ela não pode ser substituida por qualquer outra homenagem”, considerou o vereador Moisés Rocha. Ele destacou, também, os herois e heroinas negros que enfrentaram os portugueses e que são esquecidos na história oficial. “É preciso reforçar a participação dos negros e afro-descendentes na luta pela independência da Bahia. Nomes como Maria Felipa que tiveram decisiva participação no levante não podem ser esquecidos”, destacou o vereador. 

Na ocasião, parlamentares propuseram que no Dois de Julho, a capital do Brasil seja anualmente transferida simbolicamente para Salvador, entrando assim para o calendário da história nacional. A senadora Lídice da Mata defendeu, também, que o aeroporto de Salvador volte a se chamar 2 de Julho. O aeroporto teve seu nome mudado para Luís Eduardo Magalhães, em homenagem ao deputado federal baiano falecido em 1998. O deputado federal Luiz Alberto (PT) é autor de projeto de lei (6106), que tramita desde 2002 na Câmara Federal e restabelece a antiga denominação do aeroporto, de Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães para Dois de Julho.

Samba Junino: Patrimônio Cultural de Salvador




O arcabouço cultural produzido por aquilo que hoje se conhece como “samba” consolidou-se no transcorrer da história brasileira como um dos mais importantes patrimônios imateriais oferecidos pelo povo negro do Brasil para o mundo. Esta música-dança de origem africana ressignificada pelo processo de resistência do povo negro no Brasil é mundialmente conhecida como uma das mais fortes expressões da cultura afro-brasileira e, irrefutavelmente, um símbolo apropriado pela cultura nacional deste país.

Ainda que se afirme a influência diversa no processo de desenvolvimento do samba em todo território brasileiro, não se pode negar a contribuição particular da cultura negra da Bahia neste processo. Foi a partir da influência do "samba" de Angola - ressignificado na Bahia - e de ritmos como a umbigada, o 
maxixe e o lundu que este símbolo da cultura nacional se desenvolveu e se espalhou pelo resto do país. No entanto, é importante entender que esta ressignificação do samba e dos segmentos sócio-culturais que o fazem na Bahia não se restringe a um passado distante. O samba da Bahia cria e recria continuamente tendências que ressignificam o samba no Brasil. Exemplo deste fluxo cíclico de criatividade do samba baiano é o movimento conhecido como Samba Junino.

Produto de algumas modificações consolidadas no samba a partir da década de 1970, o movimento de samba junino tem sua gênese nas festas realizadas em alguns terreiros de candomblé da Bahia que tinham no samba uma das suas principais atrações. A extensão profana destas festas deu um caráter itinerante e introduziram nas comunidades da periferia soteropolitana uma nova dinâmica as festas juninas. Hoje grupos como Samba Natureza, Vai Quem Quer, Prego Duro, Samba Elite, Arte de Negro, Samba de Cozinha, Os Negões, Samba de Roda Urbano, Samba Tororó, Fogueirão, Viola de Doze, Forroxé, Samba Criolo, Negros d’fé, Samba da Ladeira, Sambrasil e tantos outros enaltecem as inúmeras expressões deste movimento e abrilhantam as festas juninas nas comunidades de periferia de Salvador.


Artigo publicado no Jornal A TARDE, no dia 25 de junho de 2011, na editoria Opinião.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vereador Moisés Rocha aprova projeto que contempla grupos de samba

Nascido nas periferias de Salvador, o samba junino – manifestação popular que teve seu auge na década de 1980 e ocorre durante o período do São João – ao longo dos últimos anos tem ganhado notoriedade entre os gêneros da cena musical baiana. Uma das iniciativas de valorização dessa manifestação tramita no campo político, trata-se do Projeto de Indicação nº 147/2011 do Vereador Moisés Rocha, aprovado no último dia 08 de junho, que prevê a reedição e adequação do decreto n° 20.505/2009, que corresponde ao nível de emissão sonora do carnaval para que seja adequado e aplicado durante os festejos juninos.

O indicativo diz respeito à criação de condições para que os grupos de samba junino realizarem os ensaios, assim como desfiles, compreendidos entre o Santo Antônio, São João, São Pedro, Dois de Julho e a Volta da Cabocla. “O objetivo principal é que dessa forma possamos preservar e resgatar um patrimônio cultural e imaterial, expressão de resistência, tradição de décadas
da cultura popular em diversos bairros da cidade”, define o Vereador Moisés Rocha. Dessa forma o projeto garante a realização desses festejos, uma vez que evita a apreensão de equipamentos por parte da SUCOM, assim com a possibilidade de embargar, as festas.

A revitalização do samba junino proposta pelo Vereador no projeto de indicação já foi encaminhado para a Prefeitura, esperando apenas que o Prefeito João Henrique aprove e para que se dê início aos procedimentos de organização dos grupos de samba junino para realizarem a festa neste
ano.

História
Produto de algumas modificações consolidadas no samba a partir da década de 70, o movimento de samba junino tem sua gênese nas festas realizadas em alguns terreiros de candomblé da Bahia que tinham no samba uma das suas principais atrações. Com influências do samba de Angola, e de ritmos como a umbigada, o maxixe e o lundu, o gênero exerce um importante papel
social nas comunidades menos favorecidas da capital, como nos bairros de Engenho Velho de Brotas, Federação e Liberdade.

A extensão profana destas festas deu um caráter itinerante e introduziram nas comunidades da periferia soteropolitana uma nova dinâmica as festas juninas. Hoje dezenas de grupos enaltecem as inúmeras expressões deste movimento e abrilhantam as festas juninas nas comunidades de periferia de Salvador.